Pastor Antonio Francisco

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”. Estas palavras já se cumpriram em Jesus e se cumprem na vida de todo aquele que crê. O Evangelho tem as melhores notícias que alguém já ouviu e oferece uma vida abundante que podemos ter, porque Deus se tornou favorável a todos nós.

“Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”.

Tudo começa em Deus que sempre toma a iniciativa em nosso favor. Ele é o primeiro e maior interessado em nosso bem; seus pensamentos são de paz e não de mal, para nos dar o fim que desejamos. Deus nos trouxe de volta a si mesmo, nos transformando de inimigos em amigos dele, por meio de Cristo. Agora, é nosso privilégio tornar essa verdade conhecida de todos, e é exatamente esse o meu propósito, anunciar com alegria as boas notícias do Evangelho de Jesus. Para isso vivo e não quero ser desobediente à visão celestial. A Bíblia diz que a grande multidão ouvia Jesus com prazer, porque essa é a sensação quando o Evangelho é anunciado e compartilhado com as pessoas que estão ao nosso lado.

Nasci numa família católica e bem cedo fui atraído pelo mundo espiritual. Minha mãe rezava terços e muitas vezes a acompanhei nessas ocasiões, ao ponto de ter decorado quase todas as rezas que compõem o terço de uma novena. Gostava muito das festas religiosas quando o padre da cidade vinha ao nosso vilarejo para celebrar missas. As imagens na igreja, as crenças e histórias que chegaram ao meu conhecimento me faziam viajar, sonhar e desejar conhecer melhor a Deus e como viver com ele. Muito tempo depois fui saber que Deus colocou a eternidade dentro do homem e que existe um vazio dentro de nós que só ele pode preencher.

Assim vivi minha infância e metade da adolescência, até que comecei a visitar com frequência uma igreja evangélica onde passei a ouvir as mensagens da Bíblia. Depois de algum tempo tive uma experiência que marcou a minha vida – nasci de novo para uma nova vida e me tornei uma pessoa nova, andando desde então em novidade de vida. Jesus deixou de ser apenas um nome, uma imagem, uma impressão. Ele se tornou uma pessoa real para mim e passei a andar pela fé. A conversão brotou em mim um grande desejo de conhecer a Deus, o que me transformou desde então num dedicado leitor da Bíblia.

Após um ano congregando e aprendendo como um neófito desejoso de crescer, me batizei nas águas e entrei para a membresia daquela igreja. Aqueles primeiros anos são inesquecíveis para mim. Tudo era puro, tudo se tornou novo, tudo era feito com amor, presteza, simplicidade, e com a intenção de sempre agradar a Deus. A timidez que me caracterizava deu lugar a um comportamento dinâmico e corajoso, visando tornar conhecida a mensagem da cruz, a mesma que me alcançou e transformou a minha vida na noite do dia nove de julho de mil novecentos e setenta e oito. Jesus entrou na minha vida e nele encontrei descanso para a minha alma.

O apoio de meu pastor Lourenço Linhares e o dinamismo dos jovens da igreja muito contribuíram para o meu desenvolvimento espiritual naqueles dias, especialmente de uma moça linda, pura, dedicada a Deus, Rosângela, que logo se tornou minha namorada e mais tarde minha esposa e mãe de nossas lindas filhas, Quézia, Abigail, e Renira. Trabalhei com afinco, zelo, e com a plena convicção de que fui vocacionado por Deus para o ministério da Palavra; convicção essa que me acompanha há trinta e cinco anos.

Casei-me com Rosângela e fomos para o internato de um seminário estudar teologia, obtendo assim o preparo necessário para o pastorado efetivo, como era ensinado no meio em que fomos criados espiritualmente. Deus nos sustentou ali de uma maneira muito especial através de ofertas voluntárias que cobriam nossas despesas com a escola. Vivemos aqueles anos somente para estudar e ser treinados nas igrejas nos finais de semana. Aproveitei bem o tempo, pois atribuo o meu melhor aprendizado com minhas leituras do que em sala de aula.

Minha experiência de conversão a Jesus foi real e inquestionável, mas algo sempre me deixou deslocado no meio evangélico. Pastoreei quatro igrejas da mesma denominação, tendo permanecido vinte e um anos na última antes de abandonar a igreja evangélica como instituição religiosa. Fui dedicado e sério no que fazia por onde passei, mas nunca me aceitaram naturalmente; era questionado desde o início do pastorado por causa de minhas convicções e modo de proceder. A máquina religiosa nunca me foi agradável, por mais envolvido que estivesse. Liderei o Conselho de pastores de Cuiabá e exercia boa influência em todas as igrejas da cidade na agremiação que pertenci, mas sempre incomodado pelo sistema e incomodando a muitos. O Evangelho me ensinou que a vida cristã é itinerante, é uma caminhada sem mapas, sem esquemas, guiada pelo Espírito Santo da verdade.

A estrutura religiosa evangélica sempre foi um tédio para mim. As assembleias, concílios, congressos, e comissões, me deixavam cansado antes mesmo do início. Nada é mais político neste mundo que o ambiente de igreja. Palavras como, ata, quórum, eleição, votação, maioria, minoria, diretoria, presidente, e tantas outras semelhantes, fazem das igrejas organizações frias, políticas e contrárias ao espírito cristão.

Em setembro de 2010, finalmente rompi com tudo aquilo e entrei para a comunidade dos desigrejados com muita paz no coração. Aqui me refiro a igreja como organização religiosa política, instituição, denominação, empresa. Dessa igreja eu me desliguei para sempre. Isso não me faz ser contra pessoas, não cria em mim nenhum sentimento ferido, raivoso, intrigante, isolante, ou sectarista. Comigo se deu o que está acontecendo com milhares ao redor do mundo: paramos de construir a torre de Babel para nos envolvermos com as pessoas.

Tenho falado reiteradas vezes que deixei de ser evangélico para ser do Evangelho. Deixei a instituição religiosa porque minha consciência é cativa do Evangelho e não de homens que querem ser procuradores de Deus na terra; deixei a segurança econômica que a igreja me oferecia para viver sem nenhum garantia financeira porque não troco a pérola de grande valor por nada; deixei o gueto religioso para ser cidadão do mundo, caminhando com todos em amor sem jamais querer separar o joio do trigo, visto que esse é papel dos anjos no último dia.

Sou pastor há vinte e oito anos e pregador da palavra de Deus, da boa notícia de vida em Cristo Jesus em favor de todos os homens. Estou aberto para convites onde possa levar a pura mensagem do Evangelho de Jesus. "Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério". Não cobro para pregar o Evangelho, mas dependo de ofertas voluntárias que me ajudem, pois, como dizem as Escrituras Sagradas: "aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho". Contatos para convites podem ser feitos escrevendo diretamente para o pastor Antonio Francisco da Silva. Email: caminhocuiaba@gmail.com

Cuiabá, 31 de agosto de 2013 - Pr. Antonio Francisco - Facebook do Pastor Antonio Francisco