30 de jul de 2011

A tríplice virtude cristã

A igreja em Corinto pediu ao apóstolo Paulo orientações sobre a vida cristã. Paulo respondeu e ensinou várias coisas sobre o modo cristão de viver e como portar-se nos ajuntamentos de adoração. Entre esses assuntos estava a questão dos dons espirituais. Eles pouco sabiam sobre a prática dos dons. Por isso, Paulo mostrou que os dons são diversos e são distribuídos pelo Espírito Santo.

Todas as pessoas na igreja são igualmente importantes, necessárias e interdependentes. No meio do ensino ele passou a mostrar ainda um caminho sobremodo excelente, que é o amor. Ele falou do amor de um modo magnífico e no final disse: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor” (1Co 13.13).

As virtudes cristãs são diversas. Alistar as qualidades de um cristão conforme o padrão do Novo Testamento implica enumerar muitas qualidades bíblicas. Mas, nessa oportunidade vamos nos deter nessas três: a fé, a esperança e o amor.

Fé. A Bíblia diz que a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem, e que sem fé é impossível agradar a Deus. A fé não é de todos, mas o justo vive pela fé. Não há limites geográficos, culturais, sociais, econômicos, ou de qualquer outra natureza para que a fé se expresse em uma pessoa. Em qualquer lugar, qualquer pessoa pode crer em Deus. A funcionalidade da fé não depende do tamanho da fé, mas de sua operosidade dependente de Jesus. Ele disse que se você tiver fé do tamanho de um grão de mostarda, nada lhe será impossível. Nossa relação com Deus acontece mediante a fé em Jesus que é o único mediador entre Deus e os homens. Todo o nosso modo de viver deve ser conforme a fé que temos. Isso é importante porque a prática da fé é estritamente pessoal. A Bíblia fala da fé comum a todos os que creem, mas também diz que a fé é um dom, é como um escudo na luta contra os poderes do mal. A fé deve ser operosa, pois sem obras ela é morta. A fé é como um músculo, só cresce se for exercitada. Se você quiser ter fé e crescer nela, ouça e leia as Escrituras Sagradas.

Esperança. O ditado popular diz que “a esperança é a última que morre”. Mas a esperança do cristão não morre, pois ainda que ele morra, sua esperança continua. A esperança é temporária em várias situações, se ela for adiada, o coração adoece. Para qualquer pessoa, cuja esperança é o Senhor Deus, essa pessoa é abençoada. E tal esperança influencia completamente seu modo de viver, implicando passar por situações adversas que não passaria se não fosse tal esperança. Além disso, quem espera encontrar-se com Deus na eternidade, se purifica cada dia para esse encontro. A esperança nas promessas de Deus gera um regozijo fortalecedor no presente e finca nossas raízes na eternidade, pois, se a nossa esperança em Cristo se limitasse apenas a esta vida, seríamos os mais infelizes de todas as pessoas. Mas Jesus enche de esperança todo aquele que nele confia; ele mesmo é a nossa esperança da glória eterna no céu. Esta esperança deve ser guardada com firmeza, confessada e comentada com quem dela quiser ouvir. A morte e a ressurreição de Jesus nos dão uma viva esperança.

Amor. Todos os nossos atos devem ser feitos com amor. Quem se apega a Deus com amor tem a promessa de seu livramento. O amor cobre todas as transgressões. O amor é melhor do que bens, comida ou bebida. Ele supre e satisfaz como só Deus que é amor pode fazer. O amor de Deus por nós é eterno, e esse amor é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi outorgado. Quando ainda éramos pecadores afastados dos caminhos do Senhor, Jesus morreu na cruz por nós. Desse amor nada pode nos separar. O amor deve ser vivido sem hipocrisia e com a consciência de que devemos amar a todos sempre. O amor edifica; sem ele, nada somos e nada se aproveita. O amor é paciente, é bondoso, não é ciumento, não é orgulhoso, não é inconveniente, não é interesseiro, não é irritadiço, não é rancoroso, tudo sofre, sempre crê, sempre espera o melhor, tudo suporta. O amor jamais acaba; ele é o vínculo da perfeição.

Estas três virtudes são permanentes na vida cristã. A fé em Jesus nos capacita não apenas a viver melhor, mas nos possibilita ver o invisível; a esperança é o imã do futuro; sem ela caminhamos para o nada. O amor é o maior.

Antonio Francisco - Cuiabá, 30 de julho de 2011 - Voltar para Um novo caminho.

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