3 de jul de 2011

O pão vivo que desceu do céu

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne” (Jo 6.51). Deus tirou o seu povo do Egito depois de 430 anos de escravidão. Ele supriu aquela multidão desde o início. Eles saíram do Egito com muitíssimos animais, passaram pelo meio do mar em seco e cantaram de alegria pelo livramento que o Senhor lhes deu.

Durante a caminhada pelo deserto, Deus fez com que águas amargas se tornassem doces, fez chover pão do céu (maná) que eles colhiam diariamente, mandou aves para lhes alimentar, uma nuvem baixa que os protegia do calor do sol e a noite uma coluna de fogo que os alumiava pelo caminho.

O cuidado bondoso do Senhor continuou no Novo Testamento de forma mais abundante na pessoa de Jesus, que era seguido por uma numerosa multidão atraída pelos sinais que ele fazia. Certa ocasião ele multiplicou cinco pães e dois peixinhos para alimentar quase cinco mil homens e ainda sobraram doze cestos cheios. Esse episódio foi usado por Jesus para comparar o pão com ele mesmo; pão esse que alimenta para a vida eterna. Ele é o único alimento que satisfaz as necessidades mais profundas do nosso ser, pois fomos criados por Deus com a eternidade dentro de nós. Por isso, temos um vazio tão grande que somente Jesus pode preencher.

Depois disso Jesus se retirou, mas a multidão saiu à sua procura interessada em comida. Jesus lhes disse que trabalhassem não pela comida perecível, mas pela comida eterna que somente ele pode dar. Naquele momento o povo fez referência ao maná no deserto que os antigos comeram chamando-o de pão do céu. Ao que Jesus lhes disse: “O verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo”. O povo reagiu pedindo que ele lhes desse sempre desse pão. Ao que Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede”.

O grande problema daquelas multidões era ver e ouvir Jesus, mas não crer nele. Ele recebia e recebe todo aquele que for a ele, pois desceu do céu para isso, perdoar, redimir, restaurar e conservar com ele os que crêem, para que tenham a vida eterna e sejam ressuscitados no último dia. Esse problema continuou no decorrer da história e continua em nossos dias. A informação sobre Deus não basta para que alguém seja de Deus; a leitura da Bíblia não faz por si mesma que alguém viva o que leu. Foi o que Jesus disse para os religiosos de seus dias: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida”.

Muitos judeus murmuravam contra Jesus porque dissera: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu”, pois o viam apenas como o filho de José e Maria. Eles estranharam Jesus dizer que o pão que daria pela vida do mundo seria a sua carne. Ele estava pensando no Calvário, quando sua carne seria sacrificada em nosso favor. Diante da reação negativa dos judeus, Jesus enfatizou ainda mais sua palavra dizendo que se alguém não comer a sua carne e não beber o seu sangue, não tem a vida eterna. Ele falava de nossa relação tão intrínseca com ele quanto a comida que ingerimos. Ele não estava defendendo o canibalismo, claro.

Jesus comparou o reino de Deus com um rei que celebrou o casamento de seu filho. Muitos foram enfaticamente convidados, mas não quiseram ir ao banquete com bois e cevados bem preparados. O rei então mandou encher sua casa de todos que fossem encontrados nas ruas. É assim que Deus nos oferece sua graça salvadora. Ele insiste em nos oferecer de graça o banquete da salvação eterna.

Jesus celebrou a Páscoa com seus discípulos. Naquela ocasião ele tomou um pão, deu graças, partiu-o e o deu para que os discípulos comessem; ele o comparou com o seu corpo que seria crucificado por nós. Fez o mesmo com o cálice comparando-o com o seu sangue derramado pelos nossos pecados. Disse ainda que aquele ato deve ser repetido em sua memória até que ele volte. Deus quer nos alimentar através de Jesus.

Antonio Francisco - Cuiabá, 3 de julho de 2011 - Voltar para Mensagens.

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