21 de nov de 2010

Como deve viver nossa comunidade

Depois de mostrar na igreja experiência do Pentecostes com a descida do Espírito Santo, Lucas descreve os efeitos do poder transformador de Deus na vida dos primeiros discípulos. O estilo de vida que desenvolveram serve de modelo para todos nós hoje que andamos com Jesus na caminhada da vida. É claro que a igreja primitiva não era perfeita, mas ela nos ensina que existe um padrão.

Atos 2.42-47 mostra como viviam os primeiros convertidos e como deve viver nossa comunidade hoje. Aqueles irmãos não eram perfeitos, mas viveram de um modo a nos ensinar como viver como uma comunidade cristã.

1. Uma comunidade que aprende

Aqueles irmãos “perseveravam na doutrina dos apóstolos” (v. 42). Eles eram aprendizes. Entenderam que andar com Jesus implica em aprender cada dia rumo à maturidade cristã. Nosso objetivo é o aperfeiçoamento, até atingir a estatura da plenitude de Cristo, para que não sejamos vulneráveis como meninos que se deixam levar por qualquer conversa astuta. Antes, devemos seguir a verdade em amor, crescendo em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, vivendo ajustados e consolidados como um corpo pela cooperação de cada um, para que cresçamos em amor (Ef 4.11-16).

2. Uma comunidade que ama

Eles também “perseveravam na comunhão” (v. 42). Notemos a dinâmica da vida cristã; é preciso perseverar, a vida abundante (Jo 10.10) não é automática. Aquela comunidade tinha comunhão com o Pai, com seu Filho Jesus Cristo, e com o Espírito Santo (1Jo 1.3; 2Co 13.13). Mas a comunhão daqueles irmãos não era apenas vertical; eles também viviam o amor de uns para com os outros. Eles estavam juntos e tinham uma vida em comum. O direito de propriedade era mantido, mas eles tomavam a iniciativa de vender suas propriedades e bens para ajudar aos necessitados (vs. 44-45).

3. Uma comunidade que adora

A comunidade dos primeiros seguidores de Jesus perseverava no partir do pão e nas orações (v. 42). Geralmente “partir do pão” é entendido como uma referência à Ceia do Senhor. Eles faziam isso todos os dias. Aqueles irmãos oravam muito. Acho interessante o equilíbrio que tinham. Eles se encontravam no templo e nas casas; eram alegres e reverentes; sabiam conciliar ordem e informalidade (v. 46). Essa é a comunidade que Deus quer que sejamos. Tudo deve ser para a glória de Deus (1Co 10.31), mas devemos mostrar isso com equilíbrio, sem frieza e sem emocionalismo.

4. Uma comunidade que cresce

Tudo que é sadio cresce. Essa comunidade era simpática (v. 47). A maioria das igrejas evangélicas é antipática. Tem gente que pensa que santidade é sinônimo de antipatia, e ser cheio do Espírito Santo significa ser sisudo. Esquecemos que a palavra humor tem a mesma raiz da palavra humildade, simplicidade e singeleza; o que implica ser agradável. Por que as multidões ouviam Jesus com prazer? (Mc 12.37). Porque ele era agradável. Enquanto a comunidade dos discípulos vivia os valores do Evangelho, o Senhor Jesus acrescentava diariamente o número de salvos entre eles (v. 47).

Deus nos ajude a ser uma comunidade bíblica, amorosa, adoradora, e evangelística.

Antonio Francisco - Cuiabá, 21 de novembro de 2010 - Voltar para Um novo caminho.

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